
Bem aventurados sejam os que não negam suas origens.
Irmãos! Sejam bem vindos a mais um conto lendário de nosso universo.
Desde tempos remotos, a humanidade tem uma nescessidade gigantesca de explicar as origens das coisas. Até hoje, estudos são feitos para precisar a origem do universo, das estrelas, dos planetas e de toda a galaxia.
Em Manki, não foi diferente. Desde que a humanidade se organizou em sociedades, o homem deseja explicar a origem de seu mundo. Difícil tentativa essa que acabou conflitando interesses pessoais, fazendo com que religiões, sociedades e ideologias criassem suas próprias lendas e mitos da criação do mundo.
No entanto, em Manki, em tempos arcaicos, uma lenda prevalesceu como a verdade universal durante séculos. Tal lenda, romanceada de uma forma muito singela e simbólica, teve seus dias contados após a Era dos Imperadores, onde o mundo fora dividido em continentes. Saboreie agora o inicio, o nascimento do mundo de Manki, a história de um Deus que teve alegria, ciúmes e piedade.
- A CRIAÇÃO DO MUNDO -
:: Falkhor, O Deus Pleno e Absoluto ::
Quando nada habitava tudo. Quando apenas um Ser era O Sempre e Supremo. Inicia a criação do universo.
Falkhor, assim se auto-denominava, Deus eterno e grandioso, iniciou a criação de sua obra prima, de sua superação.
Partiu em longa jornada à criação do universo.
Uma explosão de poder e infinito, uma centelha estrondosamente cobriu o nada com um manto estelar repleto de nebulosas em um espaço próximo ao infinito.
E por longas eras, tratou de criar o tempo, sua obra mais capiciosa.
Então por mais longas eras, o solitário Falkhor descansou.
Ao acordar de seu sono profundo, solitário, em um sopro de sapiência, arranca um pedaço de seu coração e cria de sua carne seus filhos.
Gêmeos e opostos entre si.
Com um segundo sopro lhes enche de poder divino e cria sua maior obra prima chamada de VIDA.
De olhos abertos, e com seus corpos batizados, Falkhor os abençoa com nomes escolhidos por sua língua.
Liriti e Orlock.
O Absoluto e seus filhos, sairam em uma jornada para que juntos criassem gigantescas esferas que chamavam de Planetas.
Exultante de alegria, feliz com a companhia de seus filhos, Falkhor em agradecimento criou em sete dias, o melhor presente do universo.
Falkhor então entrega à sua prole o planeta MANKI, o planeta mais belo e cheio de vida que ele ja pôde criar.
Seus filhos ficaram maravilhados com o presente, e por longas eras exultaram e cuidaram do planeta de tal forma que nada mais lhes interessavam.
E por longas eras Falkhor se sentiu solitário outra vez. Não criava mais nada com seus filhos, apenas os via entretidos com o presente que ele dera.
Tão longe o tempo passou e mais chateado o Deus Eterno ficava.
Então, sua ira duprema sobrepôs seus instintos e por ciúmes, sentimento que seus poderes criaram, Falkhor decidiu destruir o presente que ele mesmo projetou.
Os gêmeos desesperados com a atitude do pai, tomam uma decisão. Abdicam suas divindades e se aprisionam em Manki, ficando trancafiados no presente que seu pai lhe dera com tanto carinho.
Decidiram então serem destruidos com seu presente.
Falkhor no entanto, amava infinitamente seus filhos para os destruirem de tal forma cruel.
Então, com um espírito misericordioso, Falkhor da à seus filhos o poder de serem guardiões de sua melhor criação.
Falkhor transforma então Liriti na Lua e com sua luz ele incumbe a tarefa de proteger Manki nas noites.
Orlock então é transformado no sol, guardião do dia, luz que ilumina e aquece o ventre de Manki.
Os gêmeos então, por muito tempo viveram separados, e a saudade de um doia no coração do outro.
Falkhor, sentiu pena de seus filhos. Decidiu então, de tempos em tempos, colocar lua e sol frente a frente. Assim nasceu o Eclipse. Desse Eclipse, com a força de amor que os irmãos sentiam, nasce a raça humana. Filhos legítimos do sol e da lua.
Em sua imagem e semelhança, a mulher teve toda a beleza e inteligência da Mãe Liriti. Já o Homem, conquistou a imagem e semelhança de seu Pai Orlock. Nascem então, a raça humana, pessoas, a vida condensada em criaturas tão frágeis.
Falkhor, o Deus Absoluto, fica encantado com seus netos e com sua autoridade, o Senhor concede no peito de cada homem e mulher, uma centelha de poder que representa a alma de Liriti e Falkhor.
Foi então que a MANA e o DRAKAN foram introduzidos no peito dos homens e das mulheres.
Durante eras, a humanidade cresceu. Os filhos amados dos deuses gêmeos cresceram e até hoje, cuidam do planeta Manki com muito carinho e dedicação, ao menos, era assim que deveria ser.
Escrituras Sagradas
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Irmãos e filhos!
Assim termina mais um conto do fantástico mundo de Manki. Tal conto, encontrado em ruinas de escavações, é um relato de como as pessoas viam a criação do mundo antes das eras atuais. É um legado importante que até nos dias de hoje, usam-se em religiões remotas essa lenda, para doutrinar pessoas ao caminho do bem.
Semana que vem, um conto sobre as Eras em Manki, as grandes batalhas e a divisão de continentes no final da Era dos Imperadores.
Ide em paz e que as bençãos divinas caiam sobre o manto de vossas vidas!
Avante Honorários Irmãos! Até nosso próximo desafio!